Câmara de Cascais oferece-se para suportar custos que permitam que Repartição de Finanças de Carcavelos não feche portas

Dentro de uma a duas semanas vai fechar a Repartição de Finanças de Carcavelos. É esta a indicação que tem a Câmara de Cascais.

Arlinda Brandão - Antena 1 /
A concretizar-se a medida, o concelho com cerca de 215 mil habitantes fica com uma única Repartição em vez das duas que tem agora.

Ouvido pela Rádio pública Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais, considera que, se avançar, essa decisão do Ministério das Finanças "é inaceitável e prejudica milhares de famílias num serviço essencial para uma população envelhecida, com muitos estrangeiros que não dominam o português".

O autarca que já escreveu uma carta à directora-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira pede ao Governo que reverta a decisão. E diz que, se é uma questão de custos, a Câmara oferece-se para os suportar, de forma a que não seja necessário o encerramento da repartição.

Esta Repartição de Finanças é considerada pela autarquia como um serviço público essencial para a população, em particular da União de Freguesias de Carcavelos e de Parede e da Freguesia de S. Domingos de Rana. Se for em frente o seu encerramento por iniciativa do Governo, segundo a Câmara de Cascais, vai ter um forte impacto negativo e será um grave prejuízo para a qualidade de vida de toda a população residente que terá de se deslocar a Cascais ou Oeiras para resolver questões fiscais básicas.

A Antena 1 enviou um pedido de esclarecimentos ao Ministério das Finanças.
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